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Andre Vieira

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A "Marcha com Deus" pede a ditadura como em 1964?

21 de Março de 2014, 0:00 , por Andre Vieira - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Tortura. Coisa do Brasil escravista, ditatorial, segregacionista. Forma tradicional de se manter o poder e o sistema de exploração da oligarquia nacional e internacional. Método com o qual busca-se calar ou impedir a organização social. Usado na ditadura para manter o pais como colônia norte-americana, enquanto a população trabalhadora enfrentava a exploração, silenciada mediante a censura e o medo promovido pelo terror de Estado. Em 1964, um movimento político de direita, com fachada religiosa, foi o sinal para o golpe. Chamava-se "Marcha com Deus pela família". Logo após o golpe, sindicatos foram invadidos, sindicalistas foram presos, alguns torturados e mortos já nos primeiros dias. Atacou-se primeiro a organização popular para em seguida aprofundar a exploração sobre a classe trabalhadora e comprometer o desenvolvimento e as riquezas nacionais aos interesses norte-americanos. Em 2014 convocam novamente a "Marcha com Deus". Novamente a religiosidade desaparece e o discurso golpista parte de diversas convocatórias, clamando a derrubada, pela força, de um governo eleito pela maioria da população, que conta com o apoio da maioria da população, e que tem feito o Brasil se desenvolver, em meio à grave crise mundial, ainda que muito se tenha fazer e mudar. Mas é preciso mudar, corrigir, participar, manifestar e protestar com consciência. Afinal, a linha política da globalização, ditada pelas grandes corporações transnacionais, não tem outra receita para o mundo senão aprofundar a exploração sobre as pessoas, com a falência e endividamento de Estados, cortes de salários, de benefícios, dos serviços públicos. O resultado é o ciclo recessivo que vivem todos os países que adotam tal ortodoxia. É a recessão nos países da Europa. Foi o que quebrou o Brasil e outros países da América Latina no passado recente. Políticas deliberadas para se manter um pais subdesenvolvido. O golpe e a ditadura são clamores de parcelas minoritárias comprometidas com tais políticas anti-nacionais e anti-populares, incapazes de serem legitimamente escolhidas para a população. Fator fundamental para um golpe é a manipulação da informação. O conglomerado privado de comunicação se encarrega de deformar e dificultar a percepção de realidade por parte da população, conduzindo a uma imagem de insatisfação para justificar a quebra da ordem. Por isso os jornais e outras peças informativas forçam a barra para disseminar clima de pessimismo, descrença e desesperança. Então, as palavras para 2014 são prudência, consciência, memória, verdade, debate, ideias. Nada de apelos à violência como fazem certos apresentadores de TV. A ditadura brasileira foi uma tragédia que ainda poucos conhecem. Assim como foram a de diversos países da América Latina no mesmo período. O que prometem hoje para o Brasil os saudosos da ditadura já se conhece. É o que se promete na Venezuela, que já se concretiza na Ucrânia, que já é uma tragédia sem prescedentes na Síria. Paraguai e Honduras sofreram golpes de estados nós últimos anos. Em todos eles a situação social decaiu, com aumento absurdo de violência. Para o imperialismo capitalista, é preferível um pais e um povo em ruínas do que um pais soberano, justo e desenvolvido. Portanto, os sinais sugerem cautela.

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