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Andre Vieira

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A política tucana de desmonte dos serviços públicos no Paraná

9 de Fevereiro de 2015, 20:09 , por Andre Vieira - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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O início do segundo mandato do governador Beto Richa e da nova Assembleia Legislativa do Estado do Paraná não poderia ser mais insólito.

Os cortes de direitos de professores e demais servidores públicos são o lado mais perverso dos projetos de lei enviados pelo governador Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná.

Junto a outras medidas, esse pacote é desastroso para a educação e demais serviços públicos essenciais.

Ao invés de propor medidas para valorização dos profissionais e para propiciar estrutura adequada ao desenvolvimento da educação pública, já em situação difícil, o governo propõe justamente o contrário: medidas que desvalorizam os profissionais e precarizam as condições da educação e demais serviços públicos.

Além de ser inaceitável a falência financeira do Estado apresentada pelo governador, os cortes já feitos e os novos revelam também uma escolha inaceitável do governador.

A educação, saúde e outros serviços públicos essenciais deveriam ser a prioridade de investimentos e não de cortes.

Mas isso não deveria causar surpresa, posto que a falência e o desmonte do Estado constituem a essência da política neoliberal (pró-capital), que permanece como plataforma política dos governos tucanos.

Fortalecido pela reeleição em primeiro turno e com o crescimento da base de apoio na assembleia, Beto Richa entrou de sola no segundo mandato. E deixou escancarado dramaticamente o que sempre foi sua plataforma política: o mesmo neoliberalismo da era Lerner-FHC.

A consequência é que 2015 deve ser um ano de intensos embates políticos tendo de um lado a política de "austeridade" do governo do Estado  e do outro servidores públicos, suas entidades representativas e a população.

E a única forma de impedir a continuidade de medidas desastrosas para os serviços públicos do Estado é com organização e mobilização, demonstrando publicamente, especialmente aos deputados, a rejeição popular aos cortes do governador.

 

 


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