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Andre Vieira

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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.

Surgem nomes de desaparecidos na invasão do #Pinheirinho

26 de Janeiro de 2012, 22:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/surgem-nomes-de-desaparecidos-na-invasao-do-pinheirinho/

Surgem nomes de desaparecidos na invasão do Pinheirinho

Pretendo ir ao bairro Pinheirinho com amigos ver com os meus próprios olhos e ouvir com estes ouvidos o que de fato aconteceu por lá. Contudo, devido ao fato de que quanto mais o tempo passa mais vai ficando difícil apurar denúncias, reproduzo esta que recebi via Facebook. O autor se chama Bruno Cardoso.

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por Bruno Cardoso

http://www.facebook.com/profile.php?id=100000302937357

Estive hoje junto com a Rede contra a Violência e com a Justiça Global visitando as famílias que foram desalojadas da comunidade Pinheirinho, em São Jose dos Campos, SP. Muita tristeza e lágrimas. Relatos dizem que houve mortos na desocupação, inclusive crianças.

Existem 05 desaparecidos:

• Ivo Teles dos Santos – 75 anos: denunciado por sua ex-mulher Ozorin Ferreira dos Santos.

• Edite Almeida de Lima – 80 anos, portadora de Alzheimer. Passou mal com a entrada da polícia e foi levada por ela ao Hospital Municipal do Parque Industrial. Os familiares foram ao hospital depois e a recepção informou que ela tinha tido alta e indo embora sozinha do hospital. Letícia, Lidiane, Caio (jornalista) e Rafael (jornalista) foram ao Hospital do Parque e um funcionário chamado Jerônimo informou que ela tinha passado por lá no domingo e sido levada por policiais, pois estava perambulando nas ruas. Teria sido atendida e fugido pelos fundos do hospital. Para mais informações, falar com Shirley e Rosana no Hospital para pegar o prontuário. Os denunciantes são Adélia Almeida da Silva (filha) e Michael da Silva (neto);

Nota do editor: essa pessoa já foi encontrada.

• Josefa de Fátima Jerônimo (não se sabe se é de Pinheirinho mesmo) teria sido enterrada no Cemitério do Parque na segunda por doença no aparelho circulatório, mas, no Hospital da Vila e do Parque, não havia registro de entrada com esse nome;

• Gilmara Costa do Espírito Santo, Beto (esposo) e Lucas Costa do Espírito Santo. A denúncia é de Lourdes, tia de Gilmara (39668991/91631011), e Cleudes Nascimento Pereira (91467660);

• Mateus da Silva (mãe Maria Lúcia da Silva) – 8 anos: Passou mal, entrou em estado de choque e foi levado pela polícia, que disse que o levaria ao hospital, mas ele desapareceu. A denúncia é de sua avó.




A marca da maldade (e da destruição) de Alckmin e Cury

25 de Janeiro de 2012, 22:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda



do BLOG DO SARAIVA

Nunca vi coisa tão monstruosa como demolir casas de alvenaria (veja o vídeo), levantadas e melhoradas com dificuldade ao longo dos anos, onde era o lar de famílias com crianças e idosos, para deixá-los sem nenhum teto, tornando-os refugiados, para recomeçar a vida do zero.

Até na ditadura, havia construção de conjuntos habitacionais, antes de remover favelas.

Nada explica um prefeito e um governador, em vez de construir casas, demolir.

O cidadão de São José dos Campos e de São Paulo paga imposto para o governo fazer isso?

São José dos Campos tem só 2 mil domicílios em favelas. Facílimo de resolver, para uma cidade tão rica!

A cidade de São José dos Campos tinha 189.587 domicílios ocupados em 2010, segundo o censo do IBGE.

Só 2.015 domicílios são em aglomerados subnormais (favelas). Facílimo de resolver para uma cidade rica. Mais fácil ainda quando 1.700 domicílios eram no Pinheirinho, e o a massa falida de Naji Nahas devia R$ 16 milhões de IPTU.

A cidade é o 19º PIB municipal do Brasil. Tem centros tecnológicos de ponta com investimentos federais (ITA, INPE, etc), e um parque industrial que recebe bilhões do BNDES. Tudo isso alavanca a economia e a arrecadação da cidade.

O mínimo que poderia se esperar de um prefeito com recursos tão grandes e problemas tão pequenos, é promover a ascensão social da pequena parcela da camada mais pobre da população, para a inclusão social e produtiva, erradicando a pobreza na cidade.

Mas o prefeito tucano não se contentou em deixar os mais pobres apenas abandonados, tomou decisões também para arruinar suas vidas.

Demolir aquelas casas, sem ter outra para mudar, é demolir a vida das pessoas, é desestruturar famílias. É semear a revolta em crianças que viram sua família ser arrancada de casa à força, para passar um trator um cima.

É muita maldade fazer o povo sofrido, sofrer à toa de novo, destruindo o pouco que tem, por pura ganância de dinheiro e mesquinharia por poder.

E não me venha falar em ordem judicial, porque quem não concorda, contesta.

E mesmo que a constestação judicial não seja acatada, o governador pode sim, em casos extremos descumprir e "peitar" uma ordem judicial insana. O juiz pode até mandar prender o governador que descumprir, mas isso nunca acontece, pelas consequências políticas, o que sempre obriga a uma conciliação.

Alckmin e o prefeito Eduardo Cury, não foram apenas omissos, eles agiram politicamente para esse desfecho ao criar dificuldades para viabilizar uma solução.

O prefeito queria "limpar a área" para "empreendimentos econômicos" (ele diz isso em uma entrevista: que a área tem "vocação industrial"). E queria quebrar a espinha dorsal de uma comunidade cujo líder comunitário era de um partido de oposição, o PSTU. É coisa de fascista desumano. E Alckmin concordou com tudo isso, pois não moveu um dedo para viabilizar a regularização das casas, e moveu 2000 policias para exterminar 1700 lares.

Alckmin e Eduardo Cury são os senhores desgraça, exterminadores de lares e desagregadores de famílias.

Semeiam a desesperança, a descrença na justiça e no sistema, e a revolta na cabecinha daquelas crianças e de todo mundo que tem um mínimo de senso de humanidade.

Que colham tudo o que plantaram, caindo no ostracismo político do qual nunca deveriam ter saído.

Tomara que nestes corpo-a-corpo de campanha eleitoral, venham pedir voto nas próximas eleições à um ex-morador do Pinheirinho. É só olhar no fundo dos olhos e dizer: o "senhor" arrancou a minha família da minha casa e passou um trator em cima, seu @#&. Vá pedir votos ao Naji Nahas.

Em tempo: A velha imprensa quer "socializar" os senhores desgraça, jogando a responsabilidade para o governo federal. É pura mentira.

Leia a nota do Ministério das Cidades.

Leia essa matéria do ano passado, quando Alckmin se comprometia a fazer um projeto através do CDHU, e o prefeito se comprometia a mudar o zoneamento urbano, exigências para o governo federal liberar financiamento a qualquer cidade.

Leia a nota da Secretaria-Geral da Presidência da República onde mostra que o acordo de suspensão por 15 dias não foi cumprido.

Também do Blog Os Amigos do Presidente Lula.




Televisão: fábrica de mais-valia ideológica

25 de Janeiro de 2012, 22:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça ser. E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade, engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa intelectual de todo aquele que pensa o mundo.

Por Elaine Tavares*

Afinal, como bem afirma Chomsky, no seu clássico "Os Guardiões da Liberdade”, os meios atuam como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão médio. "Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade”. Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal forma que a reprodução é imediata e sistemática.

Um termômetro dessa usina é a famosa "novela das oito”, que consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo nos demais canais. O horário nobre é usado pela teledramaturgia para repassar os valores que interessam à classe dominante, funcionando como uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da vez.

Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão. Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito "bem-tratados” pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas, dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo personagem. Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios, trejeitos e extremamente servil.

Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis. Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões "bonzinhos”, como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o Renê. Todos são "amigos” e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de classe na vida real. O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por exemplo, foi demitido pela vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa por um tempo e retomou o trabalho com o antigo chefe por pura bem-querença. Coisa de chorar.

Nesses folhetins também os preconceitos que interessam aos dominantes acabam reforçados sob a faceta de "promoção da democracia”. O negro já não aparece apenas como bandido, mas segue sendo subalterno. No geral faz parte do núcleo pobre, mas é generoso e sabe qual é o "seu lugar”. É o caso do ético funcionário da loja de motos. Um bom rapaz, que, no máximo, pode chegar a gerente da loja. As pessoas que discutem uma forma alternativa de viver aparecem como gente "sem-noção”, no mais das vezes caricaturada, como é o caso da garota que prevê o futuro, a mulher negra que era bruxa, o rapaz que brinca com fogo ou os donos da pousada que em nada se diferem de empresários comuns, a não ser nas roupas exotéricas. Ou o personagem do Zé Mayer, numa antiga novela, que via discos voadores, não aceitava vender suas terras e, no final, "fica bom”, entregando sua propriedade para a empresária boazinha que era dona de uma papeleira. Os homossexuais também encontram espaço nas novelas, dentro da lógica da "democratização”, mas continuam sendo retratados de forma folclórica, como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do transexual da novela das sete. Já o índio, como é invisível na vida real, tampouco tem vez nas tramas novelistas e quando tem, como a novela protagonizada por Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da vida real. E assim vai…

Gente há que fica indignada com os modelos que as telenovelas reproduzem ano após ano, mas essa é realidade real. Os folhetins nada mais fazem do que reforçar as relações de produção consolidadas pelo sistema capitalista. Até porque são financiados pelo capital, fazendo acontecer aquilo que Ludovico Silva chama de "mais-valia ideológica”. Ou seja, a pessoa que está em casa a desfrutar de uma novela, na verdade segue muito bem atada ao sistema de produção dessa sociedade, consumindo não só os produtos que desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam o programa favorito, mas também os valores que confirmam e afirmam a sociedade atual. Prisioneira, a pessoa permanece em estado de "produção”, sempre a serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e sem um olhar crítico – as pessoas não descansam, nem desfrutam.

É certo que a televisão e os grandes meios não definem as coisas de forma automática. Como bem já explicou Adelmo Genro, na sua teoria marxista do jornalismo, os meios de comunicação também carregam dentro deles a contradição e vez ou outra isso se explicita, abrindo chance para a visão crítica. Momentos há em que os estereótipos aparecem de maneira tão ridícula que provocam o contrário do que se pretendia ou personagens adquirem tanta força que provocam um explodir da consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão fazendo as análises e podem refletir criticamente. Mas, de qualquer forma, esses momentos não são frequentes nem sistemáticos, o que só confirma a função de fabricação de consenso que é reservada aos meios. Um caso interessante é o do transexual que está sendo retratado na novela da Record, que passa às dez horas. "Dona Augusta” é nascida homem e se faz mulher, sem a folclorização do que é retratado na Globo. É "descoberta” pelo filho que a interna como louca. Toda a discussão do tema é muito bem feita pelos autores, sem estereótipos, sem falsa moral. Mas, é a TV dos bispos evangélicos, que, por sua vez, na vida real pregam a homossexualidade como "doença”. São as contradições.

De qualquer sorte, a teledramaturgia brasileira deveria ser bem melhor acompanhada pelos sindicatos e movimentos sociais. E cada um dos personagens deveria ser analisado naquilo que carrega de ideologia. Não para ensinar aos que "não sabem”, mas para dialogar com aqueles que acabam capturados pelo véu do engano. Assim como se deve falar do que silencia nos meios, o que não aparece, o que não se explicita, também é necessário discutir sobre o que é inculcado, dia após dia, como a melhor maneira de se viver. Pois é nesse entremeio de coisas ditas, malditas e não ditas, que o sistema segue fabricando o consenso, sempre a favor da classe dominante.

*Jornalista do Instituto de Estudos Latino-americanos

Fonte: Adital
No Vermelho




Sirios marchan para rechazar injerencia extranjera y ratificar apoyo a Al Assad

25 de Janeiro de 2012, 22:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Miles de ciudadanos sirios rechazaron este jueves la injerencia extranjera en el país y manifestaron su apoyo al programa de reforma del presidente Bashar Al Assad. "Pese al frío y la lluvia, se llevaron a cabo concentraciones en diferentes plazas de las principales ciudades del país" informó el corresponsal de teleSUR en Medio Oriente, Hisham Wannous.

“Los participantes reafirmaron el rechazo a las resoluciones de la Liga Árabe (LA), que según ellos violan la soberanía del país y su decisión de llevar el caso ante el consejo de seguridad de las Naciones Unidas (ONU). También agradecieron la postura rusa que rechaza cualquier medida que pueda imponer sanciones a Siria”, añadió Wannous.

El periodista precisó que también repudiaron la postura de Estados Unidos y de países europeos que intentar desestabilizar el país y justificar una intervención militar.

Los manifestantes “alzaron pancartas y corearon consignas en rechazo a la campaña mediática que hay contra Siria en algunos canales árabes (…) corearon lemas que ratifican la firmeza del pueblo y su determinación a frustrar cualquier complot contra Siria”, puntualizó.

Siria ratifica apoyo a misión de observadores

Entre tanto el ministro de Relaciones Extreriores sirio, Walid Al Moallen, ratificó este jueves el apoyo del presidente Bashar Al Assad a la misión de observadores de la Liga Árabe (LA), que permanecerá trabajando en el país de Medio Oriente hasta el próximo 23 de febrero.

Al recibir al general sudanés Mohammad Al Dabi en una audiencia especial, el canciller reafirmó el compromiso de las autoridades en una completa cooperación con los veedores para que puedan realizar su trabajo.

En tal sentido, Al Moallen destacó la responsabilidad del gobierno sirio de proteger a los ciudadanos y acabar con grupos armados, sabotajes, crímenes y actos vandálicos contra civiles.

El general sudanés detalló al canciller particularidades del reporte que presentó el domingo pasado en El Cairo (capital egipcia) al Consejo Ministerial de la Liga Árabe y aseguró que la misión está comprometida con realizar una labor neutral y objetiva.

Por su parte el subsecretario general de la LA, Ahmad Bin Hili, precisó que el grupo de observadores seguirán en Siria y señaló que la decisión de Catar, Arabia Saudita, Bahrein, Emiratos Árabes Unidos, Omán y Kuwait que optaron por abandonar el protocolo de observación “es una opción soberana de cada país enviar o retirar los monitores”.

Bin Hili resaltó que estiman enviar otro grupo de veedores miembros de la LA para compensar la reducción.

Liderados por Catar y Arabia Saudita, las naciones del Consejo de Cooperación del Golfo Pérsico señalaron al gobierno de Al Assad de incumplir el plan de paz de la Liga Árabe, pese a que los observadores alegaron lo contrario.

Fonte: TeleSurTV




A nova ‘democracia’: MSF denuncia torturas generalizadas na Líbia

25 de Janeiro de 2012, 22:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Médicos Sem Fronteiras denuncia torturas em prisões da Líbia

GENEBRA – A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) suspenderá suas operações nos centros de detenção da cidade líbia de Misrata como resposta às torturas praticadas nos presos, anunciou nesta quinta-feira, 26, a ONG.

Desde que iniciou suas atividades na região, em agosto do ano passado, os médicos da organização tiveram que tratar "cada vez mais de pacientes com lesões ocasionadas por torturas causadas em interrogatórios". A princípio, no entanto, a missão da MSF era cuidar de prisioneiros de guerra feridos.

No total, a ONG tratou de 115 pessoas que apresentavam ferimentos provocados por tortura. Os casos foram denunciados para as autoridades de Misrata.

O diretor-geral da MSF, Christopher Stokes, denunciou que alguns oficiais das penitenciárias "tentaram obstruir o trabalho dos médicos". Além disso, afirmou que muitos presos eram enviados para tratamento médico sob interrogatório, para depois serem levados novamente.

Stokes disse que a situação é "inaceitável", pois a função da ONG é atender vítimas de guerra e presos feridos, e não tratar detentos entre sessões de tortura.

A MSF denunciou que em algumas ocasiões os oficiais pediram que os médicos da organização tratassem dos presos dentro dos próprios centros de interrogatório.

A organização disse que o caso "mais alarmante" ocorreu em 3 de janeiro, quando membros da ONG trataram um grupo de 14 prisioneiros que tinham acabado de sair de um interrogatório.

Nove deles mostravam sinais evidentes de tortura, e após a MSF pedir que eles fossem transferidos para hospitais, o Serviço de Segurança do Exército Nacional negou atendimento a oito dos presos.

Em 9 de janeiro, a organização enviou uma carta na qual pedia o fim imediato desse tipo de prática ao Conselho Militar de Misrata, ao Comitê de Segurança de Misrata, ao Serviço de Segurança do Exército Nacional e ao Conselho Civil de Misrata.

"Nenhuma ação concreta foi tomada. Ao invés disso, a equipe médica recebeu quatro novos casos de torturas, por isso decidimos suspender nossas atuações", declarou o diretor-geral da MSF.

Fonte: Estadão




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