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Andre Vieira

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April 3, 2011 21:00 , von Unbekannt - | No one following this article yet.

Peça Teatral MEMÓRIAS TORTURADAS

March 29, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

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Às vésperas do aniversário do golpe de estado, que em 1964 iniciou o último período ditatorial brasileiro, essa peça teatral traz um retrato incomparável da barbárie que se praticou na perseguição e aniquilamento de militantes políticos de esquerda no Brasil e, nesse caso, especificamente no Paraná, onde aconteceram os fatos mostrados na peça. Mais incrível ainda é o fato da peça ser encenada na antiga Penitenciária do Ahú, em Curitiba, hoje desativada, lugar onde ocorreram as bárbaras torturas contadas no livro de Ildeu Manso Vieira (Memórias Torturadas e Alegres de um Prisioneiro Político), preso político paranaense que escreveu o diário de seus dias nas masmorras da ditadura.
Portanto, para os amantes da história das lutas dos povos, essa peça celebra o infame aniversário do golpe de 64.

 

Grupo Tortura Nunca Mais – PR
Sociedade DHPAZ – Direitos Humanos para a Paz




Ivan Seixas: “O ‘Capitão Lisboa’ deu a paulada final que matou meu pai”

March 28, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: Viomundo.

À esquerda, Ivan Seixas, tendo atrás a imagem do pai assassinado. À direita, Davi Araújo/Capitão Lisboa que os torturou

por Conceição Lemes

Nessa segunda-feira, jovens doMovimento Levante da Juventude fizeram protestos em várias cidades brasileiras para escrachar ex-agentes da ditadura militar. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o alvo foi David dos Santos Araújo. Aqui e lá, as manifestações ocorreram, respectivamente, na frente da sede e da filial da sua empresa de segurança privada

David dos Santos Araújo, nas ações de repressão do DOI-CODI-SP, utilizava o nome de Capitão Lisboa. Ele está envolvido na tortura e morte de Joaquim Alencar de Seixas. Ainda torturou Ivan e abusou sexualmente de Ieda, filhos de Joaquim. Na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal de São Paulo contra vários ex-torturadores, essas atrocidades estão detalhadas. Abaixo a parte diz que respeito a David Araújo.

Identificado como um dos responsáveis pela morte de Joaquim Seixas

Era o torturador que mais batia; como Ivan descobriu a sua identificação

Lisboa a Ivan: “Não tenho medo de você”. Como abusou sexualmente de Ieda

Em função das manifestações dessa segunda-feira do Levante da Juventude, Ivan Seixas acabou “reencontrando” o seu torturador, um dos assassinos de seu pai e estuprador de sua irmã. Resolvi revistá-lo então.

Tentei ouvir também David Araújo sobre tudo isso. Liguei para a sua empresa, a Dacala, deixei recado, mas não houve retorno.

Atualmente, Ivan Seixas preside o Condepe-SP (Conselho Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana).

Viomundo — Como foi ver os jovens se manifestando na frente da empresa do policial que o torturou, matou o seu pai e abusou sexualmente da sua irmã?

Ivan Seixas – Uma emoção muito grande ver a juventude do meu país outra vez nas ruas por uma causa tão justa. Emocionei-me muito vendo o rosto de meu pai sendo empunhado por gente com a idade que eu tinha quando vi meu pai nas salas de tortura antes de ele ser assassinado pelo “Capitão Lisboa”. E, como é característica dos covardes, David dos Santos Araújo se escondeu, agora, dos jovens.

Viomundo — Você sabia do paradeiro dele e o que fazia?

Ivan Seixas – Sabia que era dono de uma empresa de segurança privada, mas nunca tive a preocupação de saber mais sobre ele ou sobre os outros do naipe dele. Sei que ele é o mantenedor do advogado do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, como noticiaram os jornais. Essa gente se lambuzou de dinheiro dos empresários que financiaram as torturas e com o sangue de brasileiros e brasileiras.

Viomundo – Sabe como ele matou seu pai?

Ivan Seixas – Outros torturadores me disseram depois que o “Capitão Lisboa” deu a paulada final que matou meu pai. Foi ele também que cometeu violência sexual contra minha irmã mais velha, que foi presa junto com minha mãe e minha outra irmã.

Viomundo –Como ele te torturou?

Ivan Seixas -- Ele se revezava com os outros torturadores para torturar meu pai ao mesmo tempo que me tortu ravam. Ele me torturou muito, ficou em pé sobre meu peito quando eu estava pendurado no pau-de-arara e quebrou uma vértebra de minha coluna com uma paulada.

Viomundo — Depois que saiu da prisão, você já esteve cara a cara com ele?

Ivan Seixas – Em 1990, durante os interrogatórios da CPI das Ossadas de Perus, na Câmara de Vereadores de São Paulo, eu e a Amelinha Teles fomos colocados frente a frente com esse cara para reconhecer o tal “Capitão Lisboa”, visto que ele negava.

Quando a Amelinha Teles disse que o reconhecia como sendo o torturador “Capit ão Lisboa”, sua resposta cínica :”Eu não conheço essa mulher. Eu nunca torturei mulher feia“.

Depois foi minha vez. Ele ficou furioso quando eu disse que ele era o torturador e me conhecia, pois eu tinha dado um murro em sua cara e o jogdo longe. Ele ficou furioso e acabou por reconhecer que tinha interrogado meu pai.

Viomundo — Agora que David Araújo/Capitão Lisboa está escrachado, qual a tua expectativa?

Ivan Seixas – Acho ótimo que os jovens saiam às ruas para fazer, mais uma vez, a boa política dos indignados. Não podemos aceitar o esquecimento como norma. Não podemos deixar que o massacre de “hoje” tome o lugar dos de “ontem”, e o esquecimento os apague. Isso não faz bem ao país.




Manifestação em Curitiba, em apoio a Palestina, Síria e Irã

March 28, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

Manifestação em Curitiba, em apoio a Palestina, Síria e Irã



SOLIDARIEDADE AOS POVOS ÁRABES
Em Defesa do Povo PALESTINO, contra as agressões à SÍRIA e ao IRÃ

Há mais de um século, os povos árabes são vitimados, direta e indiretamente, devido às grandes reservas de petróleo existentes no Oriente Médio e à posição estratégia da região, intervenções estrangeiras têm sido frequentes e têm levado muito sofrimento para seus habitantes.

Interesses econômicos e políticos vêm espalhando a dor dos conflitos, enquanto é feito crer para o mundo que os árabes são fanáticos e terroristas, sendo sua única sina a riqueza natural da região.
Os PALESTINOS são aqueles que viendo intensamente encarnam não só o sofrimento árabe, mas o da humanidade. Está inscrito nos corações de brasileiras e brasileiros a solidariedade a esse povo que, desde 1948, tem sido desenraizado, expulso, violentado, assassinado e, talvez o pior de tudo, tem sua história de dor e perda dissimulada e é representado como agressor.

O povo SÍRIO está sendo agredido por forças terroristas interessadas em acabar com sua autodeterminação representada na figura de seu legítimo presidente Bashar al-Assad. Os mercenários querem abrir caminho para o assalto das transnacionais do petróleo e para a instalação de mais bases militares imperialistas, sob pretexto de democratizar o país, assim como aconteceu na Líbia.

Por fim, nós, membros de raízes árabes ou não da coletividade curitibana, paranaense e brasileira, repudiamos toda a propaganda que está sendo feita para justificar uma guerra contra o povo IRANIANO, que ama a paz e sofre por exercer sua soberania, contrariando os interesses das grandes potências imperialistas, os Estados Unidos e seus aliados.

Que a paz esteja convosco, Comitê Árabe-Brasileiro de Solidariedade-Paraná FEPAL, IBEI, representantes da Igreja Ortodoxa São Jorge, CEBRAPAZ-PR, UPE, UPES, DAEC, CAHIS-UFPR, UJS, BIBLIASPA, Partido BASS, PCdoB, PSOL, Sociedade Árabe Brasileira, Sindijus-PR, Articulação de Esquerda – PT, INFCAR, Jornal Água Verde, Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná.




Levante Popular da Juventude denuncia retaliações após protestos

March 28, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

fonte http://rsurgente.wordpress.com/2012/03/28/levante-popular-da-juventude-denuncia-retaliacoes-apos-protestos/

março 28, 2012

A equipe de comunicação do Levante Popular da Juventude, que promoveu na última segunda-feira (26) atos de protesto em várias capitais brasileiras contra acusados de prática de tortura e outros crimes durante a ditadura, divulgou nota dizendo que a entidade começou a sofrer retaliações depois das manifestações. “Um dia após a ação de denúncia aos torturadores e em defesa da Comissão da Verdade”, diz a nota, “o servidor onde o site da organização está hospedado foi atacado impossibilitando o acesso ao endereço levante.org durante toda a tarde do dia 27 de março”.

Além disso, acrescenta a nota, “dezenas de mensagens de ameaça foram enviadas aos canais de comunicação”. Diante disso, o Levante Popular da Juventude “refirma o seu compromisso com a busca da verdade e com a luta pelos direitos humanos, de modo que tais ataques não surtirão o efeito desejado de intimidação”.

Foto: Leandro Silva




Roger Waters: Carta aberta à Palestina

March 28, 2012 21:00, von Unbekannt - 0no comments yet

"Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional"…

Roger Waters ( do Pink Floyd): Carta aberta à Palestina
O controle repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os palestinos exige que as pessoas, com sentido de justiça, os apoiem na sua resistência civil

Roger Waters no Brasil de Fato
Em 1980, uma canção que escrevi, “Another Brick in the Wall Part 2”, foi proibida pelo governo da África do Sul porque estava a ser usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu direito a uma educação igual. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre algumas canções, incluindo a minha.

Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinianas que participavam num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do apartheid israelita. Elas cantavam: “Não precisamos da ocupação! Não precisamos do muro racista!” Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os meus olhos aquilo sobre o que elas estavam a cantar.
Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para actuar em Telavive.

Palestinos do movimento de boicote académico e cultural a Israel exortaram-me a reconsiderar. Eu já me tinha manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinos de um boicote pediram-me que visitasse o território palestiniano ocupado para ver o muro com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.
Sob a protecção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinos, com os subproletários, com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinos que conheci, pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi no muro, naquele dia: “Não precisamos do controlo das ideias”.

Realizando nesse momento que a minha presença num palco de Telavive iria legitimar involuntariamente a opressão que eu estava a testemunhar, cancelei o meu concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma comunidade agrícola dedicada a criar pintainhos e também, admiravelmente, à cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia.

Contra todas as expectativas, ele tornou-se no maior evento musical da curta história de Israel. 60.000 fãs lutaram contra engarrafamentos de trânsito para assistir. Foi extraordinariamente comovente para mim e para a minha banda e, no fim do concerto, fui levado a exortar os jovens que ali estavam agrupados a exigirem ao seu governo que tentasse chegar à paz com os seus vizinhos e que respeitasse os direitos civis dos palestinianos que vivem em Israel.

Infelizmente, nos anos que se seguiram, o governo israelita não fez nenhuma tentativa para implementar legislação que garanta aos árabes israelitas direitos civis iguais aos que têm os judeus israelitas, e o muro cresceu, inexoravelmente, anexando cada vez mais a faixa ocidental.

Aprendi nesse dia de 2006 em Belém alguma coisa do que significa viver sob ocupação, encarcerado por trás de um muro. Significa que um agricultor palestino tem de ver oliveiras centenárias ser arrancadas. Significa que um estudante palestino não pode ir para a escola porque o checkpoint está fechado. Significa que uma mulher pode dar à luz num carro, porque o soldado não a deixará passar até ao hospital que está a dez minutos de estrada. Significa que um artista palestiniano não pode viajar ao estrangeiro para exibir o seu trabalho ou para mostrar um filme num festival internacional.
Para a população de Gaza, fechada numa prisão virtual por trás do muro do bloqueio ilegal de Israel, significa outra série de injustiças. Significa que as crianças vão para a cama com fome, muitas delas malnutridas cronicamente. Significa que pais e mães, impedidos de trabalhar numa economia dizimada, não têm meios de sustentar as suas famílias. Significa que estudantes universitários com bolsas para estudar no estrangeiro têm de ver uma oportunidade escapar porque não são autorizados a viajar.
Na minha opinião, o controle repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os palestinos de Gaza cercados e os palestinos da Cisjordânia ocupada (incluindo Jerusalém oriental), assim como a sua negação dos direitos dos refugiados de regressar às suas casas em Israel, exige que as pessoas com sentido de justiça em todo o mundo apoiem os palestinos na sua resistência civil, não violenta.
Onde os governos se recusam a atuar, as pessoas devem fazê-lo, com os meios pacíficos que tiverem à sua disposição. Para alguns, isto significou juntar-se à Marcha da Liberdade de Gaza; para outros, isto significou juntar-se à flotilha humanitária que tentou levar até Gaza a muito necessitada ajuda humanitária.
Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional.

1. Pondo fim à ocupação e à colonização de todas as terras árabes [ocupadas desde 1967] e desmantelando o muro;
2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos árabo-palestinianos de Israel em plena igualdade; e
3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados palestinianos de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 da ONU.
A minha convicção nasceu da ideia de que todas as pessoas merecem direitos humanos básicos. A minha posição não é antisemita. Isto não é um ataque ao povo de Israel. Isto é, no entanto, um apelo aos meus colegas da indústria da música e também a artistas de outras áreas para que se juntem ao boicote cultural.
Os artistas tiveram razão de recusar-se a atuar na estação de Sun City na África do Sul até que o apartheid caísse e que brancos e negros gozassem dos mesmos direitos. E nós temos razão de recusar atuar em Israel até que venha o dia – e esse dia virá seguramente – em que o muro da ocupação caia e os palestinianos vivam ao lado dos israelitas em paz, liberdade, justiça e dignidade, que todos eles merecem.

17 de Março de 2011




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