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Andre Vieira

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Blog

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.

ONU: 6.000 partidarios de Gaddafi están encarcelados y son torturados en Libia

2 de Maio de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: RT

Los ex revolucionarios libios, que llegaron al poder después del derrocamiento de Muammar Gaddafi, mantienen en prisión a más de 6.000 partidarios del difunto coronel y muchos son sometidos a duras torturas. Esta cifra fue hecha pública por el portavoz del secretario general de la ONU en Libia, Yan Martin, ante los miembros del Consejo de Seguridad de la ONU.

Según la información de Martin, el Ministerio de Justicia de Libia consiguió tomar el control tan solo sobre ocho prisiones, en las que están encarceladas 2.382 personas.

No obstante, el Comité Internacional de la Cruz Roja da otras cifras sobre el tema. Según el organismo, los ex rebeldes crearon unas 60 cárceles que contienen, según los cálculos preliminares, alrededor de 8.500 personas.

Últimamente llega con frecuencia información sobre las crueles torturas y ejecuciones de los seguidores de Gaddafi en Libia. Así, la organización internacional de defensa de derechos humanos Amnistía Internacional señala que al menos 12 prisioneros de los ex rebeldes libios murieron por torturas desde septiembre pasado. Los activistas de la organización presentaron los testimonios de unos presos que dicen que los encarcelados están en unas condiciones terribles, les apalean y golpean con cadenas metálicas durante horas e incluso les torturan con electricidad.

Yan Martin exhortó al Gobierno libio a tomar las medidas necesarias para llegar a controlar la situación y cerrar posteriormente las prisiones de los ex rebeldes. Precisó que "la situación se complica por la falta de los suficientes empleados de la Policía".

El portavoz del secretario general de la ONU prometió continuar el diálogo con el Gobierno libio para "estimularlo a inspeccionar las prisiones, establecer los lugares secretos de los encarcelamientos e investigar los abusos".

El Gobierno de Transición libio otra vez declaró que haría todo lo posible para tomar la situación bajo control. "No podemos asumir la responsabilidad por cada abuso en cada lugar", explicó el representante permanente de Libia en la ONU, Abdel Rahman Muhammed Shalkam. El diplomático confesó que en Libia "existen algunas regiones no controladas por el Gobierno, donde no hay Policía", pero aseguró que en las cárceles controladas por el Gobierno los presos, incluso los jefes militares y los ministros de Gaddafi, no son torturados.

Los nueve meses de conflicto interno libio finalizaron con el derrocamiento de Muammar Gaddafi, quien posteriormente fue cruelmente asesinado por los insurgentes terminando así sus 42 años de mandato. El conflicto dejó miles de víctimas, además de devastar la economía libia.

Artículo completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_36911.html




Brasil – Twitter/tweetdeck – Manipulação de Estatística ou Censura?

2 de Maio de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: MidiaCrucis

Pedimos providências aos órgãos competentes para o que vem ocorrendo no Twitter e TweetDeck.

A empresa Twitter de Evan Williams @ev comprou o TweetDeck (Iain Dodsworth @iaindodsworth ) que tem por coordenador Dick Costolo @dick , no entanto, no Brasil não conseguimos encontrar quem responda por elas ou nos dê suporte.

Relacionaremos alguns dos problemas que tem ocorrido com frequência no Twitter e TweetDeck e após relataremos as ocorrências com o último tuitaço com a hashtag #VejaGolpista, embora não tenha sido a primeira:

- lentidão na rede

- rapidez inesperada

- menções não são entregues ou desaparecem

- seguidores desaparecem

- contato entre dois ou mais seguidores não ocorrem

- DMs não aparecem ou desaparecem

- bloqueio no DM

- delay na entrega das msgs

- usuários bloqueados sem motivo

- usuários bloqueados por mais de 30m

- contas encerradas sem aviso ou motivo contas não aceitam a senha

- pedido constante de refresh para postar RTs não aparecem mas foram dados. TweetDdeck

Promovemos no último sábado dia 28 , a hashtag #VejaGolpista que esteve por mais de 4 horas entre os principais assuntos do twitter , aparecendo em todas cidades e nos TTs Brasil.

Inesperadamente sumiu dando lugar a #VejaNelles.

A tag #VejaGolpista esteve em 1º ou 2º nas principais cidades do Brasil como RJ, SP, BSB, CE, porém não aparecia no TT Brasil e perdia apenas para uma tag no exterior.

Para confundir o nosso tuitaço foi criada, em seguida, a tag #VejaNelles que não aparecia nas principais cidades ou entre os 10 primeiros em SP, CE, BSB, AM e BA, etc, mas constou no Top do Brasil em 1º aparecendo por 30 minutos e após no Top Mundial.

Acreditamos que as Hashtags já há algum tempo vem sendo alvo de manipulação de terceiros ou de hackers mal-intencionados.

A PROVA:

A Tag #VejaNelles aparecia em 2o. em SP, 3o. no Rio e não aparece em outros estados.

Como poderia estar em primeiro lugar no Brasil e alcançar o Top Trend Internacional sem antes alcançar as capitais mais importantes do país?

A tag #VejaGolpista teve 5 vezes mais tweets do que a tag #VejaNelles e mesmo assim eles estiveram em 1º no TTs Brasil.

O nº de tweets nas tags:

#VejaNelles = 2.376 por min e

#VejaGolpista = 6.435 por min.

Gráfico abaixo

Colocaram filtro na TAG #VEJAGOLPISTA, script :

TAG “I Cried When” no Brasil, como?

Assunto em inglês?

Não havia nenhum Tweet de brasileiros.

Denunciamos agora, o que já o correu em outras ocasiões como o tuitaço #foraRicardoTeixeira que estranhamente não apareceu nos TTs no auge do movimento.

O mesmo aconteceu com o tuitaço da #CPIdaPrivataria.




As virgens fumam “cigarros negros”

1 de Maio de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte:http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20062

Direitos Humanos| 30/04/2012 | Copyleft icon_mail.gif
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Naquela tarde, no apartamento de Flora, tomando chimarrão, fui me inteirando. Patricia foi morta, metralhada junto com o companheiro, na cama, não lhes deram tempo nem de levantar (nunca soube se o companheiro era aquele responsável que tinha beijado ela fingindo que a beijava). Miriam esteve dois anos na ESMA. Normita foi procurada na casa de seus pais. Bateram neles e eles, que conheciam seu domicílio, não disseram nada. Quando chegou o irmão e viu como batiam no pai, deu o endereço. O artigo é de Silvia Beatriz Adoue.

Silvia Beatriz Adoue (*)

(*) Publicado originalmente em Marcha.org

Éramos seis. Duas montoneras [1], duas “perras” (do ERP) [2], uma anarquista e eu. Éramos seis militantes na fábrica de lâmpadas. Eu trabalhei na roda dentada, nove horas pondo um filamento em cada dente, e depois soldadora elétrica. Normita trabalhava na estampadora. Patricia, Miriam, Alba e Flora lavavam os bulbos. Na fábrica havia 70 menores e tínhamos dois banheiros.

Na saída, íamos separadas a um bar na Avenida del Trabajo, com azulejos brancos, para “discutir conjuntura”, preparar estratégias para a sindicalização dos companheiros e falar de homens. As relações de militância para disfarçar a amizade de meninas. Pedíamos leite com biscoitos champagne. E os dois primeiros pontos liquidávamos rapidamente para nos perdermos no terceiro: vamos ao que interessa. Fora Normita e eu, eram todas virgens. E eu era a única que tinha companheiro e que não fumava “cigarros negros” [3]. Então, falava “do alto da experiência” e assim me escutavam. As ferozes guerrilheiras temiam que doesse. Miriam alucinava dores indescritíveis e nenhum prazer. Não havia como convencê-las do contrário. Normita, ao contrário, trepava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. E acabou, simples assim.
Alba era a única que cultivava por mim uma indiferença minuciosa. Eu era invisível para ela. Intermitentemente, entrava “em crise” e não podia pensar em nada mais do que nela mesma.

Patricia era a mais feia e a mais abnegada. A lei das compensações. Uma tarde, depois de nossa reunião, me disse que queria falar comigo. Pegou o mesmo ônibus.

-Preciso contar para alguém e não pode ser da minha organização. Estou apaixonada pelo meu responsável [4]. Ele é casado, mas sua companheira não milita.

- É recíproco?

-Não sei… Mas, outro dia, fomos fazer uma pichação e ele organizou para que nós dois ficássemos juntos dando cobertura numa esquina. Passou um policial e nos beijamos.

- O que você sentiu?

- Eu beijei de verdade.

- E ele?

- Acho que ele também.

O ERP, onde ela militava, assim como todas nossas organizações, era muito duro com essas coisas. Mas eu sentia uma grande compaixão. E dor, pelo seguinte: era a presença da polícia que autorizava um sentimento proibido pela organização. A clandestinidade dentro da clandestinidade.

Na hora do almoço, jogávamos vôlei na rua, em frente ao portão da fábrica. Normita não pegava uma bola. Quando ela vinha, tapava a cara com medo da bolada. Mas se empenhava. Pedia: “Joguem em mim de surpresa”. Um dia, depois de perder a bola, mais uma vez, defendendo-se dela, começou a chorar e saiu caminhando. A segui.

- O que foi? Você não está chorando porque não pegou a bola…?

-Não é isso. Você não entende. Quando tenho que tomar uma decisão sempre faço o mesmo. Imagine se me acontece isto em uma operação. Vou por em risco a atividade e os companheiros.

Fizemos um movimento, pelo qual começamos a convencer os companheiros que fizessem uma cota máxima de produção e que se distribuíssem o produzido para fazer os informes de produção, para que ninguém fosse pressionado a produzir mais. Isso era, ademais, para construir a confiança mútua entre os companheiros. Depois fizemos uma campanha para a sindicalização, com o argumento de que todos deviam estar registrados e o registro sindical valia para o Ministério de Trabalho. E, como éramos menores, não poderíamos trabalhar mais de 6 horas (trabalhávamos 9). A sindicalização era muito difícil porque os dirigentes do sindicato estavam vendidos e podiam avisar ao patronato os patrões. Tinha-se que fazer tudo muito rápido, sigiloso e tudo ao mesmo tempo. Conseguimos porque Domingo, que trabalhava na seção de lavagem, era filho de um dirigente do sindicato e lhe roubou as fichas para que nos sindicalizássemos todos, sem que a direção percebesse. Aí, Normita e Patricia foram decisivas: conquistaram o Domingo. Conseguimos tudo.

Depois dessa luta, eu consegui entrar na metalúrgica e perdi os companheiros de vista. A repressão impedia o exercício da amizade fora dos âmbitos de militância, que eram muito reduzidos.

Uma tarde, na plataforma da estação Villa Pueyrredón, vi a Alba vindo. Ia de braços dados com um rapaz. Os dois muito bem vestidos, mas ela muito magra e abatida, com olheiras. Pensei que poderia estar numa operação e estava disfarçada, ou que, em uma dessas crises, havia abandonado a militância e estava se perdendo com drogas. Em todo caso, me alegrava em vê-la, saber que estava viva, quando, a cada encontro com um antigo conhecido, trocávamos as notícias de quem morreu, como quem troca figurinhas. Não podia falar com ela. Por ela, por mim e pela atividade. Quando íamos nos cruzar fiz um esboço de sorriso, só para que ela soubesse que me alegrava em vê-la. Mas, como sempre, me respondeu com um gesto depreciativo e virou a cara.

Que raiva que me deu! Pensava que eu iria cumprimentá-la? Achava que eu não tinha a menor noção das regras de segurança? O que custava sorrir ou me olhar com cara de paisagem? Precisava demonstrar seu desprezo uma vez mais? Nesse momento pensei: “um dia vou te encontrar, quando cair a ditadura, e vou tirar satisfação por esse gesto, vai ter que explicá-lo, porque é preconceito de classe, coisa de “gorila” e as normas de segurança são uma desculpa usada para exercer esse desprezo”. Pensei as palavras. Iria lhe dizer assim, desse jeito.

Uns meses depois, encontrei a Flora num show de um Milton Nascimento embriagadíssimo. Cantamos com ele “Maria Fumaça”, “Oratório”, “Qualquer maneira”, “Travessia” e “Faca amolada”, as preferidas. No escuro do show, no meio do barulho, nos aproximamos, nos abraçamos e ela me cochichou ao ouvido que havia deixado de militar, que tinha uma filha e que queria que a visitasse, me deu o endereço e combinamos um encontro.

Naquela tarde, no apartamento de Flora, tomando chimarrão, fui me inteirando. Patricia foi morta, metralhada junto com o companheiro, na cama, não lhes deram tempo nem de levantar (nunca soube se o companheiro era aquele responsável que tinha beijado ela fingindo que a beijava). Miriam esteve dois anos na ESMA [5]. Normita foi procurada na casa de seus pais. Bateram neles e eles, que conheciam seu domicílio, não disseram nada. Quando chegou o irmão e viu como batiam no pai, deu o endereço. Rodearam seu domicílio. Na casa estava Normita, grávida de 8 meses, com o outro irmão e o companheiro. Uma versão, dos Montoneros, diz que ela saiu na rua com duas granadas. Tratou de abrir caminho com uma, que não explodiu. Usou a outra para não se entregar nem entregar seu filho vivo. Outra versão, entretanto, diz que encontraram seu cadáver, as mãos amarradas com arame e com sinais de tortura.

-Alba, pelo menos, deve estar bem.

-Não, se engana. Alba está morta.

-Encontrei com ela na estação de trem em maio.

-Nessa época ela estava sequestrada.

-Mas eu a vi, com um companheiro, muito bem vestida – tratei de recordar a roupa, a situação…- iam de braços dados.

-Sim, dizem que a usavam para identificar o pessoal. Entregou muitos. Depois a mataram. Miriam contou que foi em junho.

Tratei de lembrar da imagem… não iam de braços dados, o rapaz agarrava seu braço. O gesto de desprezo quando nos cruzamos foi para que não me ocorresse cumprimentá-la, ou sorri-lhe, ou olhá-la.

(*) Silvia Beatriz Adoue é argentina, professora da Escola Nacional Florestan Fernandes e da Unesp de Araraquara.

NOTAS
[1] Montoneras – Militantes dos Montoneros, uma das principais organizações da esquerda peronista que optaram pela luta armada na Argentina para combater a ditadura militar na década de 1970 e 1980. (N. do T.)

[2] “Perras” do ERP – O Exército Revolucionário do Povo (ERP) era o braço armado do PRT (Partido Revolucionário de los Trabajadores), por isso seus militantes eram chamados de "perros", de "pe-erre-te". (N. do T.)

[3] Cigarros negros – Tabaco forte tradicionalmente consumido por caminhoneiros argentinos. (N. do T.)

[4] Responsável – Dirigente político ao qual a militante era subordinada. (N.
do T.)

[5] ESMA – Escola Superior de Mecânica da Armada argentina, o mais emblemático centro de detenção e tortura do regime militar do país.

Tradução de Vinicius Mansur