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Andre Vieira

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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.

Denunciam torturas sobre secretário líbio extraditado pela Tunísia

26 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda
Tunis (LVO): O Secretário-Geral do Comité Popular Geral líbio, o Dr. Al Baghdadi Mahmoudi, que foi ilegalmente detido e preso pelas autoridades tunisinas, foi levado às 5 da manhã (de domingo, 24/06) da prisão tunisiana onde estava detido, para ser entregue a autoridades da Otan na Líbia. Ele chegou na Líbia no domingo.
De acordo com nossas fontes de informação, o Dr. El Baghdadi E lMahmoudi foi "apresentado em uma sala da prisão, os prisioneiros foram agrupados

… e foi dada ordem aos prisioneiros a cuspir nele. Depois disso o Dr. El Baghdadi foi tirado do lugar. "

Mais tarde, soubemos que os oficiais da CNT-NATO anunciaram que
o Dr. El Baghdadi tentou o suicídio.

Isto significa que as sessões de tortura amplamente praticados na "Líbia democrática" de Sarkozy e seus amigos provavelmente já começou e sua vida mais do que nunca esta em perigo.
A Entrega de El Baghdadi Mahmoudi Dr.El ocorreu, de acordo com seus advogados tunisinos, em total violação do direito humanitário e islâmico.
A verdadeira crise política eclodiu na Tunísia, após a extradição.Várias organizações de defesa manifestaram imediatamente antes do micro Voz dos oprimidos e nós publicamos a seguir a primeira parte destas demonstrações.

http://mathaba.net/news/?x=630694




Impeachment de Fernando Lugo foi, sim, um golpe

23 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: Carta Capital

O caso de Honduras em 2009, quando o presidente eleito Manuel Zelaya foi deposto, acendeu um claro sinal de alerta em todo continente latino-americano. A democracia como método de escolha majoritária e forma popular de decisão politica pode ser assolada por mandatários parlamentares e juízes togados que usam de seus poderes como afronta a Constituição, com o fim de destituir lideres eleitos democraticamente.

Em regimes presidencialistas, presidentes podem sofrer impedimento de seu mandato pelo Parlamento, mas isso apenas após a comprovação de condutas caracterizadoras de ilícitos e anteriormente previstas nas respectivas constituições ou em leis aprovadas pelos congressistas, após sua comprovação consistente por métodos processuais que garantam ampla defesa com o consequente contraditório e ampla defesa.

O Parlamento, quando realiza impedimento do mandato do presidente sem observância do devido processo legal e dos direitos do acusado, age com inegável abuso de poder, promovendo o que, no âmbito da ciência política, se alcunha como “golpe de estado” – ou seja, interrupção autoritária e, ao menos institucionalmente, violenta do ciclo democrático regular.

Quando se usa a expressão “julgamento político” para tal forma de juízo, não se quer dizer julgamento segundo a vontade integralmente autônoma e livre do julgador, inclusive com eventual dispensa do devido processo legal.

Em um estado democrático de direito não existem juízos imperiais, que se caracterizam pela formação autônoma da vontade do julgador. Para ser tido como tal, qualquer julgamento, por mais discricionário que seja, é pautado no que Kant e a moderna teoria constitucional chamam de juízo “heterônomo”, qual seja, no sentido jurídico, vontade constituída a partir dos fins e processos estipulados na ordem jurídica e não no juízo absolutamente subjetivo do julgador.

Um presidente de um regime presidencialista, portanto, não se confunde com o primeiro ministro de um regime parlamentarista. Não pode ser afastado da função por mero juízo de conveniência e oportunidade do Parlamento, mas apenas pelo cometimento de delitos previstos anteriormente na ordem jurídicas e demonstrados pelo devido processo legal.

Por óbvio, o devido processo legal não é uma mera pantomima formal. Há que se oferecer prazo razoável de defesa e a devida dilação probatória, os direitos do acusado hão de ser respeitados, a conduta tida como delitiva não deve ser circunscrita a mera decisão subjetiva quanto ao cumprimento de certos valores ideológicos. Ao eleitor cabe o juízo ideológico do governo, não ao parlamento.

Mais sobre a crise no Paraguai:
Senado destitui Fernando Lugo e golpe relâmpago é consolidado
Paulo Daniel: Lugo foi um mau gestor?

No caso de Zelaya, sequer direito de defesa anterior ao afastamento foi oferecido pelo Parlamento e pela jurisdição. No caso de Fernando Lugo no Paraguai, o que houve foi um “julgamento” a jato e de exceção. O prazo de defesa foi exíguo, sem a oferta da devida dilação probatória, as acusações têm caráter preponderantemente ideológico e não de juízo de ilicitude na conduta. A decisão já se encontrava decidida e escrita antes da apresentação da defesa. Ou seja: trata-se de mais um caso de ofensa grave a constituição nacional, perpetrada pelo respectivo Parlamento, que tira do poder um governante democraticamente eleito

O jovem jurista Luis Regules me observou que a quase totalidade de golpes de Estado na América Latina se deram com apoio parlamentar. É uma história de tristes resultados que insiste em se repetir cada vez mais como farsa.

A decisão aprovada nesta sexta-feira 22 pelo Senado do Paraguai, a nosso ver, tem evidente caráter de golpe de Estado e não pode ser aceita pelos organismos internacionais que, segundo tratados multilaterais, velam pela democracia no continente.

O Brasil precisa renovar a coragem democrática demonstrada no episódio do golpe contra o governo de Zelaya e apoiar abertamente o presidente do Paraguai democraticamente eleito e inconstitucionalmente declarado impedido.

Se nos aquietarmos face a tal ofensa praticada no país vizinho, a vítima amanhã pode ser a nossa democracia.




Las maniobras militares euroasiáticas en Siria: ¿Un bluf o una advertencia?

23 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: RT

Hace unos días medios de prensa de Oriente Medio reportaron acerca de informes noticiosos procedentes de medios iraníes, que anunciaban la realización en julio de maniobras militares conjuntas con la participación de fuerzas de Rusia, China, Irán y Siria en territorio sirio. Estos informes, que según se afirma se habrían originado en el medio noticioso sirio ShamLife, insisten que estos ejercicios militares serían -de llevarse a cabo- los mayores organizados en Oriente Medio. Por primera vez participarían simultáneamente fuerzas rusas, chinas, sirias e iraníes dentro de Siria para un total de 90.000 hombres pertenecientes a fuerzas terrestres, aéreas y navales e incluyendo unos “1.000 tanques” que podrían ser tanto tanques de combate como vehículos blindados de combate de infantería, 400 aeronaves, probablemente incluyendo aviones de combate y helicópteros, y “cientos de cohetes” que podrían ser misiles balísticos tácticos de corto alcance y/o cohetes de artillería. También participarían submarinos de propulsión nuclear, destructores y hasta el único portaaviones de la Armada de Rusia, habiéndose reportado además que China obtuvo el permiso de Egipto para el paso por el Canal de Suez rumbo a Siria de 12 barcos, que -según los informes- transportarían equipo militar para las maniobras. Empero, entre los 12 barcos habría, además de buques de transporte de material bélico, barcos de combate chinos. Las maniobras pondrían a prueba las defensas de misiles antiaéreos sirios y las fuerzas de defensa costera con misiles antibuque. Infografía de la agencia RIA Novosti del sistema de defensa antiaérea ruso de corto alcance Pantsir-S1, adquirido por Siria: Dichos informes, citados por el canal de noticias saudí ‘Al Arabiya’ y por la prensa israelí han sido desmentidos por el ministerio de defensa ruso y por una asesora del Presidente de Siria, Bashar al-Assad. Ciertamente, los informes sobre las maniobras militares podrían ser falsos.

Sin embargo, si realmente se han originado en medios noticiosos iraníes, y estos a su vez en una fuente informativa siria, podrían representar un mensaje y a la vez una advertencia hacia Occidente y sus aliados en Oriente Medio para que no intervengan militarmente en Siria como lo hizo la OTAN en Libia. Dicha advertencia podría limitarse a palabras -sólo a hablar de maniobras militares sin intención de ejecutarlas- para disuadir a Occidente de una acción armada. También la advertencia podría estar basada en la intención de llevar a cabo las maniobras, dependiendo de las acciones de Occidente: de tomar EE. UU. junto con aliados de la OTAN como Turquía, el Reino Unido y Francia la decisión de intervenir militarmente en el conflicto interno sirio, las maniobras se ejecutarían como un acto de fuerza para disuadir a las potencias occidentales de dicha intervención. Así, Occidente correría el riesgo de enfrentarse a Rusia, China e Irán en caso de atacar a Siria. El conflicto interno sirio podría por ello convertirse en una guerra regional que podría llegar a ser mundial si EE. UU. y la OTAN se deciden a intervenir militarmente contra una Siria apoyada firmemente por las mencionadas potencias euroasiáticas. Cabe señalar en este sentido que el Presidente de Rusia, Vladimir Putin, no permitirá que Siria sea otra Libia, Irak o Kosovo. Foto de RIA Novosti del submarino de propulsión nuclear ruso Omsk, armado de 24 misiles crucero de 550 km de alcance y diseñados para hundir portaaviones. Submarinos de esta clase denominada Oscar-II por la OTAN han operado ya en el Mediterráneo: Los informes sobre las maniobras militares ruso-chino-sirio-iraníes –de ser fidedignos– serían una reacción por parte de las potencias euroasiáticas ante una escalada de la nueva guerra secreta del Presidente de EE. UU. Barack Obama contra la estabilidad del gobierno sirio, guerra paralela a las que está llevando a cabo contra el programa nuclear iraní y contra presuntos terroristas y guerrilleros islamistas en las regiones fronterizas de Pakistán con Afganistán y en Yemen. Los ejercicios militares euroasiáticos en territorio sirio podrían ser así la advertencia final contra una intervención militar contra Siria. Video con fuerzas sirias disparando durante unas pruebas misiles supersónicos antibuque del sistema de defensa costera ruso Bastión:

Artículo completo en: http://actualidad.rt.com/expertos/dr_lajos_szaszdi/view/47752-Las-maniobras-militares-euroasi%C3%A1ticas-en-Siria-Un-bluf-o-una-advertencia

 




Bolivia en guardia: ¿golpe de Estado a la vista?

23 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: RT

El gobierno de Bolivia dice entrever un “escenario de golpe de Estado” en el motín de policías que piden un aumento salarial, lo que, según los expertos, podría ser obra de ciertas fuerzas internacionales que no desean la estabilidad de los países del ALBA.

La ministra boliviana de Comunicación, Amanda Dávila, destacó que, según la Inteligencia gubernamental, los policías están trasladando armamento a varias ciudades del país, y que las “señas” de violencia que se vieron en las protestas de ayer “podrían estar constituyendo un escenario de golpe”.

“Frente a la violencia que hemos visto ayer, frente a estos indicios que estamos observando desde los informes de prensa, desde los informes de Inteligencia que están llegando, acá hay un escenario muy preocupante”, señaló Dávila.

Los analistas destacan que el posible golpe de Estado podría ser perpetrado por fuerzas internacionales que quieren desestabilizar a los países del ALBA por razones económicas y politicas.

“Hay una situación a nivel internacional que hace suponer que hay intereses de fuerzas interesadas en querer cambiar el sistema político de los países del ALBA […] que no quieren estabilidad en esos países”, asegura a RT el periodista Raúl Arevalo Aleman.

El experto constata una tendencia en América Latina, sobre todo en el ALBA, de países “que quieren ser dueños o están recuperando sus recursos naturales y que quieren establecer reglas claras de la inversión económica extranjera”.

“La correlación de fuerza, los factores políticos, indican que pueden ser que haya intereses internacionales que quieran revertir la situación en estos países. Hay una lucha de intereses entre potencias interesadas y los países que quieren decidir sobre su propio destino”, agregó.

Bolivia es escenario actualmente de disturbios violentos en varias ciudades, sobre todo en La Paz, donde centenares de agentes saquearon el edificio ocupado por el servicio de la Inteligencia y el Tribunal Disciplinario de la Policía, además de la Interpol, y quemaron sus archivos. Los policías reclaman al Gobierno un aumento salarial similar al de las Fuerzas Armadas, pues mientras ellos ganan ahora 178 dólares al mes, un militar de igual nivel recibe el doble.

El presidente de Bolivia, Evo Morales, se dice dispuesto a atender las exigencias de los policías amotinados. Sin embargo, algunos participantes en las conversaciones denuncian amenazas para romper el diálogo con los indignados, mientras que el gobierno despliega al ejército para patrullar las calles.

Artículo completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/47762-Bolivia-en-guardia-golpe-de-Estado-a-vista




Monsanto golpea en Paraguay: Los muertos de Curuguaty y el juicio político a Lugo

23 de Junho de 2012, 21:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fonte: otramérica

Sábado, 23 de junio de 2012. Este artículo escrito unas horas antes del derrocamiento de Fernando Lugo en Paraguay. Idilio Méndez nos explica las claves detrás del complot político en un país acosado por la agroindustria y con una clase política al servicio de sus intereses.

Por Idilio Méndez Grimaldi*

¿Quienes están detrás de esta trama tan siniestra? Los propulsores de una ideología que promueven el máximo beneficio económico a cualquier precio y cuanto más, mejor, ahora y en el futuro.
El viernes 15 de junio de 2012, un grupo de policías que iba a cumplir una orden de desalojo en el departamento de Canindeyú en la frontera con Brasil, fue emboscado por francotiradores, mezclados con campesinos que reclamaban tierras para sobrevivir. La orden fue dada por un juez y una fiscala para proteger a un latifundista. Como resultado se tuvo 17 muertos; 6 policías y 11 campesinos y decenas de heridos graves. Las consecuencias: El laxo y timorato gobierno de Fernando Lugo quedó con debilidad ascendente y extrema, cada vez más derechizado, a punto de ser llevado a juicio político por un Congreso dominado por la derecha; duro revés a la izquierda, a las organizaciones sociales y campesinas, acusadas por la oligarquía terrateniente de instigar a los campesinos; avance del agronegocio extractivista de manos de las transnacionales como Monsanto, mediante la persecución a los campesinos y el arrebato de sus tierras y, finalmente, la instalación de una cómoda platea para la los oligarcas y los partidos de derecha para su retorno triunfal en las elecciones de 2013 al Poder Ejecutivo.


El 21 de octubre de 2011, el Ministerio de Agricultura y Ganadería, dirigido por el liberal Enzo Cardozo, liberó ilegalmente la semilla de algodón transgénico Bollgard BT de la compañía norteamericana de biotecnología Monsanto, para su siembra comercial en Paraguay. Las protestas campesinas y de organizaciones ambientalistas no se dejaron esperar. El gen de este algodón está mezclado con el gen del Bacillus Thurigensis, una bacteria tóxica que mata a algunas plagas del algodón, como las larvas del picudo, un coleóptero que oviposita en el capullo del textil.

El Servicio de Nacional de Calidad y Sanidad Vegetal y de Semillas, SENAVE, otra institución del Estado paraguayo, dirigido por Miguel Lovera, no inscribió dicha semilla transgénica en los registros de cultivares, por carecer de los dictámenes del Ministerio de Salud y de la Secretaría del Ambiente, tal como exige la legislación.
Campaña mediática
Durante los meses posteriores, Monsanto, a través de la Unión de Gremios de Producción, UGP, estrechamente ligada al Grupo Zuccolillo, que publica el diario ABC Color, arremetió contra SENAVE y su presidente por no inscribir la semilla transgénica de Monsanto para su uso comercial en todo el país.
La cuenta regresiva decisiva pareció haberse dado con una nueva denuncia por parte de una seudosindicalista del SENAVE, de nombre Silvia Martínez, quien acusó el 7 de junio pasado a Lovera de corrupción y nepotismo en la institución que dirige, a través de ABC Color. Martínez es esposa de Roberto Cáceres, representante técnico de varias empresas agrícolas, entre ellas Agrosán, recientemente adquirida por 120 millones de dólares por Syngenta, otra transnacional, todas socias de la UGP.
Al día siguiente, viernes 8 de junio, la UGP publica en ABC a seis columnas: “Los 12 argumentos para destituir a Lovera” (1). Estos presuntos argumentos fueron presentados al vicepresidente de la República, correligionario del ministro de Agricultura, el liberal Federico Franco, quien en ese momento se desempeñaba como presidente de Paraguay en ausencia de Lugo, de viaje por Asia.
El viernes 15 del corriente mes, en ocasión a una exposición anual organizada por el Ministerio de Agricultura y Ganadería, el ministro Enzo Cardozo dejo escapar un comentario ante la prensa que un supuesto grupo de inversores de la India, del sector de los agroquímicos, canceló un proyecto de inversión en Paraguay por la presunta corrupción en SENAVE. Nunca aclaro de qué grupo se trataba. En esas horas de aquel día se registraban los trágicos sucesos de Curuguaty.
En el marco de esta exposición preparada por el citado ministerio, la transnacional Monsanto presentó otra variedad de algodón, doblemente transgénico: BT y RR o Resistente al Roundup, un herbicida fabricado y patentado por Monsanto. La pretensión de la transnacional norteamericana es la inscripción en Paraguay de esta semilla transgénica, tal como ya ocurrió en la Argentina y otros países del mundo.
Previamente a estos hechos, el diario ABC Color denunció sistemáticamente por presuntos hechos de corrupción a la ministra de Salud, Esperanza Martínez y al ministro del Ambiente, Oscar Rivas, dos funcionarios que no dieron su dictamen favorable a Monsanto.
Monsanto facturó el año pasado 30 millones de dólares, libre de impuestos, (porque no declara esta parte de su renta) solamente en concepto de royalties por el uso de semillas transgénicas de soja en Paraguay. Independiente, Monsanto factura por la venta de las semillas transgénicas. Toda la soja cultivada es transgénica en una extensión cercana a los tres millones de hectáreas, con una producción en torno a los 7 millones de toneladas en el 2010.
Por otro lado, en la Cámara de Diputados ya se aprobó en general el proyecto de Ley de Bioseguridad, que contempla crear una dirección de bioseguridad a cargo del Ministerio de Agricultura, con amplia potestad para la aprobación para su cultivo comercial de todas las semillas transgénicas, ya sean de soja, maíz, arroz, algodón y algunas hortalizas. Este proyecto de ley contempla la eliminación de la Comisión de Bioseguridad actual, que es un ente colegiado de funcionarios técnicos del Estado paraguayo.
En tanto transcurrían todos estos acontecimientos, la UGP viene preparando un acto de protesta nacional contra el gobierno de Fernando Lugo para el 25 de junio próximo. Se trata de una manifestación con maquinarias agrícolas, cerrando medias calzadas de las rutas en distintos puntos del país. Una de las reivindicaciones del denominado “tractorazo” es la destitución de Miguel Lovera del SENAVE, así como la liberalización de todas las semillas transgénicas para su cultivo comercial.
Las conexiones
La UGP está dirigida por Héctor Cristaldo, apoyado por otros apóstoles como Ramón Sánchez – quien tiene negocios con el sector de los agroquímicos – entre otros agentes de las transnacionales del agronegocio. Cristaldo integra el staff de varias empresas del Grupo Zuccolillo, cuyo principal accionista es Aldo Zuccolillo, director propietario del diario ABC Color desde su fundación bajo el régimen de Stroessner, en 1967. Zuccolillo es dirigente de la Sociedad Interamericana de Prensa, SIP.
El Grupo Zuccolillo es socio principal en Paraguay de Cargill, una de las transnacionales más grandes del agronegocio en el mundo. La sociedad construyó uno de los puertos graneleros más importante del Paraguay, denominado Puerto Unión, a 500 metros de la toma de agua de la empresa aguatera del Estado paraguayo, sobre el Río Paraguay, sin ninguna restricción.
Las transnacionales del agronegocio en Paraguay prácticamente no pagan impuestos, mediante la férrea protección que tienen en el Congreso, dominado por la derecha. La presión tributaria en Paraguay es apenas del 13% sobre el PIB. El 60 % del impuesto recaudado por el Estado paraguayo es el Impuesto al Valor Agregado, IVA. Los latifundistas no pagan impuestos. El impuesto Inmobiliario representa apenas el 0,04% de la presión tributaria, unos 5 millones de dólares, según un estudio del Banco Mundial (2) aún cuando el agronegocio produce rentas en torno al 30 % del PIB, que representan unos 6.000 millones de dólares anuales.
Paraguay es uno de los países más desiguales del mundo. El 85 por ciento de las tierras, unas 30 millones de hectáreas, está en manos del 2 por ciento de propietarios (3) que se dedican a la producción meramente extractivista o en el peor de los casos a la especulación sobre la tierra.
La mayoría de estos oligarcas poseen mansiones en Punta del Este o Miami y tienen estrechas relaciones con las transnacionales del sector financiero, que guardan sus bienes mal habidos en los paraísos fiscales o le facilitan inversiones en el extranjero. Todos ellos, de alguna u otra manera, están ligados al agronegocio y dominan el espectro político nacional, con amplias influencias en los tres poderes del Estado. Allí reina la UGP, apoyada por las transnacionales del sector financiero y del agronegocio.
Los hechos de Curuguaty
Curuguaty es una ciudad ubicada al este de la Región Oriental del Paraguay, a unos 200 km de Asunción, capital del Paraguay. A unos kilómetros de Curuguaty se halla la estancia Morombí, propiedad del terrateniente Blas Riquelme, con más de 70 mil hectáreas en ese lugar. Riquelme proviene de la entraña de la dictadura de Stroessner (1954-1989) bajo cuyo régimen amasó una inmensa fortuna, aliado al general Andrés Rodríguez, quien ejecutó el golpe de Estado que derrocó al dictador Stroessner. Riquelme, que fue presidente del Partido Colorado por muchos años y senador de la República, dueño de varios supermercados y establecimientos ganaderos, se apropió mediante subterfugios legales de unas 2.000 hectáreas, aproximadamente, que pertenecen al Estado paraguayo.
Esta parcela fue ocupada por los campesinos sin tierras que venían solicitando al gobierno de Fernando Lugo su distribución. Un juez y una fiscala ordenaron el desalojo de los campesinos, a través del Grupo Especial de Operaciones, GEO, de la Policía Nacional, cuyos miembros de élite en su mayoría fueron entrenados en Colombia, bajo el gobierno de Uribe, para la lucha contrainsurgente.
Sólo un sabotaje interno dentro de los cuadros de inteligencia de la Policía, con la complicidad de la Fiscalía, explica la emboscada, en la cual murieron 6 policías. No se comprende cómo policías altamente entrenados, en el marco del Plan Colombia, pudieron caer fácilmente en una supuesta trampa tendida por campesinos, como quiere hacer creer la prensa dominada por los oligarcas. Sus camaradas reaccionaron y acribillaron a los campesinos, matando a 11, quedando unos 50 heridos. Entre los policías muertos estaba el jefe del GEO, comisario Erven Lovera, hermano del teniente coronel Alcides Lovera, jefe de seguridad del presidente Lugo.
El plan consiste en criminalizar, llevar hasta el odio extremo, a todas las organizaciones campesinas, para empujar a los campesinos a abandonar el campo para el uso exclusivo del agronegocio. Es un proceso lento, doloroso, de descampesinización del campo paraguayo, que atenta directamente contra la soberanía alimentaria, la cultura alimentaria del pueblo paraguayo, por ser los campesinos productores y recreadores ancestrales de toda la cultura guaraní.
Tanto la Fiscalía o Ministerio Público, como el Poder Judicial y la Policía Nacional, así como diversos organismos del Estado paraguayo, están controlados mediante convenios de cooperación por USAID, la agencia de cooperación de los Estados Unidos.
El asesinato del hermano del jefe de seguridad del presidente de la República obviamente es un mensaje directo a Fernando Lugo, cuya cabeza sería el próximo objetivo, probablemente a través de un juicio político, quien derechizó más su gobierno tratando de calmar a los oligarcas. Lo ocurrido en Curuguaty tumbó a Carlos Filizzola del Ministerio del Interior y fue nombrado en su reemplazo a Rubén Candia Amarilla, proveniente del opositor Partido Colorado, al cual Lugo lo derrotó en las urnas en el 2008, luego de 60 años de dictadura colorada, incluyendo la tiranía de Alfredo Stroessner.
Candia fue ministro de Justicia del gobierno colorado de Nicanor Duarte (2003-2008) y se desempeñó como fiscal general del Estado por un periodo, hasta el año pasado, cuando fue reemplazado por otro colorado, Javier Díaz Verón, a instancia del propio Lugo. Candia es acusado de haber promovido la represión a dirigentes de organizaciones campesinas y de movimientos populares. Su nominación a Fiscal General del Estado en el 2005 fue aprobado por el entonces embajador de los Estados Unidos, Jhon F. Keen. Candia fue responsable de un mayor control por parte de USAID del Ministerio Público y fue acusado en los inicios de su gobierno por Fernando Lugo de conspirar en su contra para quitarlo del gobierno.
Tras asumir como el ministro político de Lugo, lo primero que anunció Candia fue la eliminación del protocolo de diálogo con los campesinos que invaden propiedades. El mensaje es que no habrá conversación, sino simplemente la aplicación de la ley, lo que significa emplear la fuerza policial represiva sin contemplación.
Dos días después de asumir Candia Amarilla, los miembros de la UGP, encabezado por Héctor Cristaldo, ya visitaron al flamante ministro del Interior, a quien solicitaron garantías para la realización del denominado tractorazo. Sin embargo, Cristaldo dijo que la medida de fuerza puede ser suspendida en caso de nuevas señales favorables para la UGP (léase liberación de las semillas transgénicas de Monsanto, destitución de Lovera y otros ministros, entre otras ventajas para el gran capital y los oligarcas) derechizando aun más el gobierno.
Cristaldo es precandidato a diputado para las elecciones de 2013 por un movimiento interno del Partido Colorado, liderado por Horacio Cartes, un empresario investigado en el pasado reciente por Estados Unidos por lavado de dinero y narcotráfico, según el propio diario ABC Color, que se hizo eco de varios cables del Departamento de Estado de USA, publicado por WikiLeaks, entre ellos uno que aludía directamente a Cartes, el 15 de noviembre de 2011.
Juicio político a Lugo
En las últimas horas, mientras se redactaba esta crónica, la UGP, (4) algunos integrantes del Partido Colorado y los propios integrantes del Partido Liberal Radical Auténtico, PLRA, dirigido por el senador Blas Llano y aliado del gobierno, amenazan con un juicio político Fernando Lugo para destituirlo como presidente de la República del Paraguay.
Lugo depende del humor de los colorados para seguir como presidente de la República, así como de sus aliados liberales, que ahora lo amenazan con juicio político, con seguridad buscando más espacios de poder (dinero) como prenda de paz. El Partido Colorado, aliado a otros partidos minoritarios de la oposición, tiene la mayoría necesaria como para destituir al presidente de sus funciones.
Quizás se esperan “las señales favorables” de Lugo que la UGP – en nombre de la Monsanto, la patria financiera y los oligarcas – está exigiendo al gobierno. Caso contrario, se estaría pasando a una siguiente fase de los planes de copamiento de este gobierno que nació como progresista y lentamente va terminando como conservador, controlado por los poderes fácticos.
Entre algunos de sus haberes, Lugo es responsable de la aprobación de la Ley Antiterrorista, propiciada por Estados Unidos en todo el mundo después del 11 S. Autorizó en 2010 la implementación de la Iniciativa Zona Norte, consistente en la instalación y despliegue de tropas y civiles norteamericanos en el norte de la Región Oriental – en las narices del Brasil – supuestamente para desarrollar actividades a favor de las comunidades campesinas.
El Frente Guazú, coalición de las izquierdas que apoya a Lugo, no logra unificar su discurso, y sus integrantes pierden la perspectiva en el análisis del poder real, cayendo en los juegos electoralistas inmediatistas. Infiltrados por USAID, muchos integrantes del Frente Guazú que participan en la administración del Estado, sucumben ante los cantos de sirena del consumismo galopante del neoliberalismo. Se corrompen hasta los tuétanos y en la práctica se convierten en émulos vanidosos de engreídos ricos que integraban los recientes gobiernos del derechista Partido Colorado.
Curuguaty también engloba un mensaje para la región, especialmente para Brasil, en cuya frontera se producen estos hechos sangrientos, claramente dirigidos por los amos de la guerra, cuyos teatros de operaciones se pueden observar en Irak, Libia, Afganistán y ahora Siria. Brasil está construyendo hegemonía mundial junto a Rusia, India y China, denominado BRIC. Sin embargo, Estados Unidos no ceja en su poder de persuasión al gigante de Sudamérica. Ya está en marcha el nuevo eje comercial integrado por México, Panamá, Colombia, Perú y Chile. Es un muro de contención a los deseos expansionistas del Brasil hacia el Pacífico.
Mientras, Washington sigue con su ofensiva diplomática en Brasilia, tratando de convencer al gobierno de Dilma Rousseff a estrechar vínculos comerciales, tecnológicos y militares. Entre tanto, la IV Flota de los Estados Unidos, reactivada hace unos años después de estar fuera de
servicio apenas culminó la Segunda Guerra Mundial, vigila todo el Atlántico Sur, en carácter de otro cerco al Brasil por si no comprendiese la persuasión diplomática.
Y Paraguay es un país en disputa entre ambos países hegemónicos, dominado aun ampliamente por USA. Por eso lo de Curuguaty es también una pequeña señal para Brasil, en el sentido que el Paraguay puede convertirse en un polvorín que quebrantará el desarrollo del suroeste del Brasil.
Pero por sobre todo, los muertos de Curuguaty es una señal del capital, del gran capital, del extractivismo expoliador, que asuela el Planeta y aplasta la vida en todos los rincones de la Tierra en nombre de la civilización y el desarrollo. Por fortuna, los pueblos del mundo también van dando respuestas a estas señales de la muerte, con señales de resistencia, con señales de dignidad y de respeto a todas formas de vida en el Planeta.

1- http://www.abc.com.py/edicion-impresa/economia/presentan-12-argumentos-para–destituir-a–lovera-411495.html

2- Documento del Banco Mundial. Paraguay. Impuesto Inmobiliario: Herramienta clave para la descentralización fiscal y el mejor uso de la tierra. Volumen I: Informe principal. 2007.
3- Censo Agropecuario Nacional 2008.
4- http://www.abc.com.py/edicion-impresa/politica/productores-se-ratifican-en-juicio-politico-416196.html

(*) Periodista, investigador y analista. Miembro de la Sociedad de Economía Política del Paraguay, SEPPY. Autor del libro Los Herederos de Stroessner.




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